quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Lavagem Do Bomfim

Festa do Bonfim é uma celebração religiosa que tem lugar em   Salvador da Bahia, Brasil. Acontece na segunda quinta-feira depois do Dia de Reis, no mês de Janeiro, com novenário solene e exposição do Santíssimo Sacramento pelo capelão da Igreja do Bonfim.

A Festa não deve ser confundida com a tradicional Lavagem do Bonfim , de caráter afro-religioso (embora atualmente se revista mais um perfil ecumênico), a qual ocorre na quinta-feira que a antecede, com grande participação do povo, carroças enfeitadas puxadas por animais e as tradicionais baianas com seus vasos com água perfumada, mais conhecida como água de cheiro.

Teodósio Rodrigues de Farias, oficial da Armada Portuguesa, trouxe de Lisboa uma imagem do Cristo, que, em 1745, foi conduzida com grande acompanhamento para a igreja da Penha, em Itapagipe.

Em julho de 1754, a imagem foi transferida em procissão para a sua própria igreja, na Colina Sagrada, onde a atribuição de poderes milagrosos tornou o Senhor do Bonfim objeto de devoção popular e centro de peregrinação mística e sincrética. Foram, então, introduzidos motivos profanos e supersticiosos no culto.


A lavagem festiva acontece com a saída, pela manhã da quinta-feira, do tradicional cortejo de baianas da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, o qual segue a pé até o alto do Bonfim, para lavar com vassouras e água de cheiro as escadarias e o átrio da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim.

Todos se vestem de branco, a cor do orixá, e percorrem 8 km em procissão, desde o largo da Conceição até o largo do Bonfim. O ponto alto da festa ocorre quando as escadarias da igreja são lavadas por cerca de 200 baianas vestidas a caráter que, de suas quartinhas - vasos que trazem aos ombros - despejam água nas escadarias e no átrio da igreja, ao som de palmas, toque de atabaque e cânticos de origem africana. Terminada a parte religiosa, a festa continua no largo do Bonfim, com batucadasdanças e barracas de bebidas e comidas típicas.

No domingo após a lavagem os devotos se reúnem na Igreja dos Mares para a procissão dos Três Pedidos, que percorre o largo de Roma em direção ao Bonfim. Na chegada à Colina, os fiéis dão três voltas em torno da Basílica, fazendo três pedidos. Uma pregação e a benção do Santíssimo Sacramento encerram os festejos.

Conhecendo as Lideranças de São Cristovão

Chegou a grande hora de conhecer as lideranças de São Cristovão. Quem são os representnte da comunidade ate 2016? A proposta desta chapa era que cada membro fizesse parte de uma região diferente de São Cristovão, exemplo: Um morador de Parque São Cristovão, um da Beira do Rio e Colina, outro da Região Central e assim sucessivamente. Com isso podendo mapear todas as dificuldade e limitações do  bairro. Mas vamos ao que interessa, quem são Eles!

Presidente:
Edvaldo Egidio de Souza,
Graduado em Processos Gerenciais e Graduando em Direito , Morador do Parque São Cristovão




Vice-Presidente:
Diretota de Cidacania e Direitos Civis.
Ineildes de Matos Queiroz,
Graduando em Serviço Social e é Agente comunitaria de Saúde,
Residente Cassange.


Primeira Secretária:
Rosemeire Silva Santos,
Atendente do NAS na Comunidade e Graduando em Administração.
Residente da Travessa Santo Agostinho - Área Central.






Segundo Secretário:
Daniel Medeiros de Andrade,
Técnico em Química, Graduando em Eng. Mecânica;
Residente da Colina do Rio - Área Central.




Diretora Social:
Aucilia Maria S. Santana,
Assistente Social
Moradora Jardim Santa Mônica




Diretor Cultural:
Valdo José Costa Alves,
Atendente do NAS na comunidade e Produtor Cultural
Residente da Travessa Osvaldo Gordilho - Área Central







Diretor de Esporte:
Nilson Souza dos Santos,
Prof. de Educação Física
Morado da Av. Aliomar Baleeiro





Diretora para Relações Publicas:
Jeremar Maria de Souza,
Educadora
Residente da Região Central de São Cristovão




Diretor de Meio Ambiente, Habitação e Recursos Humanos:
Carlos Alberto Costa de Jesus,
Eletrotécnico
Residente do Parque São Cristovão




Diretos Financeiro:
Jose Luiz Victa
Residente da Rua Lauro de Freitas - Região Central.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

SEMINÁRIO 'CONTROLE SOCIAL SOBRE O SERVIÇO PUBLICO DE POLICIA"



SEMINÁRIO

CONTROLE SOCIAL SOBRE O SERVIÇO PÚBLICO DE POLICIA.

                    ______________________________________________

 A 49ª CIPM
 Vai FECHAR?      Você vai DEIXAR?
Estaremos realizando no próximo dia 24, sexta-feira das 09:00 hs às 12:00 hs, no Centro Paroquial de São Cristóvão, localizado na Praça da Matriz s/n, próximo à 49ª. CIPM – o evento:
CONTROLE SOCIAL SOBRE O SERVIÇO PÚBLICO DE POLICIA”.
O encontro defenderá a permanência da CIPM no local assim como melhorias no serviço de segurança na comunidade. Participem.

Participação: Policia Militar , SSP , Comissão de Direitos Humanos - AL , Ministério Publico;
Representantes de Escolas, Postos de Saúde e Movimentos Sociais.









 

 


 

sábado, 11 de janeiro de 2014

São Cristovão tambem é Quilombo Rio dos Macacos


Prisão de lideranças da Comunidade Quilombola de Rio dos Macacos pela Marinha de Guerra do Brasil foram ilegais, violentas e arbitrárias


Foto: Prisão de lideranças da Comunidade Quilombola de Rio dos Macacos pela Marinha de Guerra do Brasil foram ilegais, violentas e arbitráriasNa tarde da última segunda-feira, dia 06 de Janeiro de 2014, no Quilombo do Rio dos Macacos, oficiais da Marinha de Guerra do Brasil mais uma vez violaram as leis da República e colocaram em risco o estado democrático de direito, praticando toda ordem de violação aos direitos humanos, com a prisão arbitrária e violenta de Rosemeire dos Santos e Ednei Messias dos Santos. Os irmãos, protagonistas da luta pelos direitos da Comunidade, membros de uma das famílias que enfrentam com coragem a Marinha de Guerra do Brasil dentro do Território quilombola de Rio dos Macacos, foram agredidos por oficiais com espancamentos, tendo Rosemeire sido arrastada pelos cabelos, na frente de duas das suas filhas, de 06 e 17 anos respectivamente, quando retornava com seu irmão Ednei, após terem saído da área do Quilombo para matricular as meninas na escola.Na Entrada da Vila Naval, Ednei foi retirado do carro a força pela janela, e os dois foram presos e espancados, tendo Rosemeire sofrido diversos abusos - relatados na Delegacia Especial de Atendimento a Mulher - no trajeto entre a Vila Naval, onde fica o Território Quilombola de Rio dos Macacos, até a Base Naval de Aratu, distante 9 Km do território quilombola. Lá os irmãos foram submetidos a todas as formas de humilhações, abusos e torturas, sendo que fotos das filhas de Rosemeire foram subtraídas pelos oficiais e os celulares de Rosemeire e de Ednei foram esmagados, tendo todos os chips sido tomados pelos militares que os conduziram ilegalmente a Base Naval de Aratu e até então não devolvidos. No dia seguinte, 07/01/2014, logo no inicio da manhã familiares chamaram o SAMU, que levou Rosemeire, para uma unidade da Assistência Básica no município de Simões Filho, que não tinha os meios para atende-la diante da situação em que se encontrava, seguindo para o Hospital do Subúrbio em Salvador, onde realizou exames e ficou em observação durante todo o dia. Além de muita humilhação e abusos impronunciáveis, as agressões geraram uma situação de muito medo e choque para toda a Comunidade de Rio dos Macacos. Tudo isso é fruto da guerra mental imposta a Comunidade pela Marinha de Guerra do Brasil, que ignora deliberadamente as leis Brasileiras e impõe à Comunidade e a toda sociedade brasileira regras correlatas àquelas que imprimiram durante a DITADURA MILITAR.O governo brasileiro vem, desde 2007, tratando este caso com leniência, aliado às forças militares para garantir a execução de grandes empreendimentos, em prol de um projeto de desenvolvimento que exclui, humilha, pilha territórios tradicionais quilombolas, indígenas, pesqueiros e outros Brasil afora, desafiando a sociedade brasileira e instituições nacionais e internacionais. De forma que a sanha dos militares no último dia 06 de janeiro não é caso isolado, tem ligação direta com a retomada da Comunidade pelo direito de reformar suas casas, refazer suas roças, garantir um espaço coletivo para as reuniões e ter uma entrada livre de humilhações diárias, questões que um conjunto de instituições pactuaram em audiência pública dia 23/10/2013, no Ministério Público Federal em Salvador.Desde que o Quilombo foi ocupado pela Marinha de Guerra do Brasil em 1960, tem sido negados aos quilombolas o acesso a direitos básicos como educação, água, saneamento e energia elétrica. E para a construção da Vila Naval, em 1972, foram derrubadas 101 casas, inclusive templos sagrados de diversas nações do Candomblé, como consta no RTID – Relatório Técnico de Identificação e Delimitação, elaborado pelo INCRA, que informa o tamanho do território com 301 hectares. A Marinha, contudo, quer impor a Comunidade uma área de 23 hectares, a 500 metros de distancia do território tradicional, porém a Comunidade entende que direitos humanos são inegociáveis e o seu território não é moeda em troca de migalhas sociais, seguindo na luta sem ceder às chantagens governamentais. Somos 52% da população brasileira e as migalhas que caem da mesa farta do capital, articulado com o racismo institucional não aplaca a nossa fome por justiça, liberdade e afirmação da nossa memória. Enquanto um juiz federal sentencia processos eivados de nulidades sem nunca ter ouvido a Comunidade, os quilombolas seguem sob a ameaça e vigilância constantes de fuzileiros, comandados por oficiais frios e calculistas, que impunemente não reconhecem as mulheres, homens, crianças e idosos de Rio dos Macacos como seres humanos. Por isso, mesmo com toda violência do Estado e o silêncio de uma presidenta, que no passado foi vítima dos militares, Rio dos Macacos não desiste de seus direitos, inscritos pela justa luta dos que vivem hoje e pelo sangue dos ancestrais. Para fazer valer o disposto pela Convenção 169, artigos 215 e 216 e 68 do ADCT da CF de 1988, e pelo Decreto 4.887/2003, seguiremos na luta, pois o que o Estado Brasileiro está fazendo nesta e outras Comunidades quilombolas, através da Marinha do Brasil e de outras forças militares, é Racismo Institucional. Os direitos humanos da Comunidade quilombola Rio dos Macacos não estão em negociação.- Pela imediata titulação dos 301 hectares do território quilombola de Rio dos Macacos - Pela imediata construção da estrada e entrada independente que ponham fim na humilhação e desgastes entre militares e comunidades- Pela investigação isenta e punição dos crimes de violação dos direitos humanos da Marinha de Guerra do Brasil contra os/as quilombolas de Rio dos Macacos.Salvador – Bahia - Brasil, 08 de Janeiro de 2014.Comunidade Quilombola Rio dos MacacosAderem:CDCN – Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da BahiaMPP - Movimento dos Pescadores de PescadorasAssociação dos Remanescentes de Quilombo Salamina do Putumuju;Conselho Quilombola de MaragogipeConselho Quilombola de Ilha de MaréAssociação dos Remanescentes de Quilombo do Boqueirão – São Francisco do ParaguaçuAssociação dos Remanescentes de Quilombo da Cambuta – Santo AmaroAssociação dos Remanescentes de Quilombo de São BrazAssociação dos Remanescentes de Quilombo de AcupeAssociação dos Remanescentes de Quilombo Porto de D. JoãoAssociação dos Pescadores e Pescadoras Frutos do Mar – Santo AmaroAssociação dos Pescadores e Pescadoras de Ponta de Souza – MaragogipeAssociação dos Pescadores e Moradores de Bananeiras – Ilha de MaréColônia de Pescadores – Z 04 – Ilha de MaréAssociação dos Pescadores de Angolá – MaragogipeAATR – Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia – Salvador – BAQuilombo Xis - Ação Cultural Comunitária Campanha Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto Das Lutas- Coletivo Autônomo de Mídia Sobre Resistência e Ação PolíticaCPP - Conselho Pastoral dos PescadoresCPT-BA CMA HIP HOP – Comunicação, Militância e Atitude HipHopASSOCIAÇÃO QUILOMBO DO OROBU NÚCLEO DE ESTUDANTES NEGROS E NEGRAS DA UFRB GRUPO AKOFENA CPT NacionalASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS BAIANAS DE ACARAJE e Mingau- ABAMASSOCIAÇÃO DAS TRABALHADORAS EM HOME CARE - ATRAHOMEMOVIMENTO DOS SEM TETOS DA BAHIA - MSTBINTERSINDICALINSTITUTO PALMARESUNIÃO DAS COSTUREIRAS DO ESTADO DA BAHIACentro Evaldo Macêdo de Organização Popular - CEMOPAtitude QuilombolaCirculo PalmarinoRede de Mulheres de Terreiros da Bahia também Negras - Núcleo de Estudos em Gênero, Raça e Saúde da UFRBCPT-BACPT NacionalMovimento Negro unificado - PECEDENPA-Centro de Estudos e Defesa do Negro do ParáForum de Juventude Negra - PESociedade das Jovens Negras Feministas - PEMovimento de Luta e Resistência Popular - PEAPROMAC – PRTOXISPHERA - PRDignitatis (Assessoria Técnica Popular) – PBCentro de Referência em Direitos Humanos da UFPBPACSCRIOLA – RJGT Combate ao Racismo AmbientalEntidades que integram o GT Combate ao Racismo Ambiental:1. AATR – Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia – Salvador – BA2. Amigos da Terra Brasil – Porto Alegre – RS3. ANAÍ – Salvador – BA4. APROMAC – Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte – PR5. Associação de Moradores de Porto das Caixas (vítimas do derramamento de óleo da Ferrovia Centro Atlântica) – Itaboraí – RJ6. Associação Socioambiental Verdemar – Cachoeira – BA7. CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva) – Belo Horizonte – MG8. CEDENPA (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará) – Belém – PA9. CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) - São Paulo - SP10. Central Única das Favelas (CUFA-CEARÁ) – Fortaleza – CE11. Centro de Cultura Negra do Maranhão - São Luís - MA 12. Coordenação Nacional de Juventude Negra – Recife – PE13. CEPEDES (Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia) – Eunápolis – BA14. CPP (Conselho Pastoral dos Pescadores) Nacional 15. CPP BA – Salvador – BA16. CPP CE – Fortaleza – CE17. CPP Nordeste – Recife (PE, AL, SE, PB, RN)18. CPP Norte (Paz e Bem) – Belém – PA19. CPP Juazeiro – BA20. CPT – Comissão Pastoral da Terra Nacional21. CRIOLA – Rio de Janeiro – RJ22. EKOS – Instituto para a Justiça e a Equidade – São Luís – MA23. FAOR – Fórum da Amazônia Oriental – Belém – PA24. FAPP-BG - Fórum dos Atingidos pela Indústria do Petróleo e Petroquímica nas Cercanias da Baía de Guanabara - RJ25. Fase Amazônia – Belém – PA26. Fase Nacional (Núcleo Brasil Sustentável) – Rio de Janeiro – RJ27. FDA (Frente em Defesa da Amazônia) – Santarém – PA28. Fórum Carajás – São Luís – MA29. Fórum de Defesa da Zona Costeira do Ceará – Fortaleza – CE30. FUNAGUAS – Terezina – PI31. GELEDÉS – Instituto da Mulher Negra – São Paulo – SP32. GPEA - Grupo Pesquisador em Educação Ambiental da UFMT –Cuiabá – MT33. Grupo de Pesquisa da UFPB - Sustentabilidade, Impacto e Gestão Ambiental - PB34. Grupo de Pesquisa Historicidade do Estado e do Direito: interações sociedade e meio ambiente, da UFBA – Salvador – BA35. GT Observatório e GT Água e Meio Ambiente do Fórum da Amazônia Oriental (FAOR) - Belém – PA36. IARA – Rio de Janeiro – RJ37. Ibase – Rio de Janeiro – RJ38. INESC – Brasília – DF39. Instituto Búzios – Salvador – BA40. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense – IF Fluminense – Macaé – RJ41. Instituto Terramar – Fortaleza – CE42. ISER - Instituto de Estudos da Religião - Pedro Strozenberg - Rio de Janeiro - RJ43. Justiça Global 44. Movimento Cultura de Rua (MCR) – Fortaleza – CE45. Movimento Popular de Saúde de Santo Amaro da Purificação (MOPS) – Santo Amaro da Purificação – BA46. Movimento Wangari Maathai – Salvador – BA47. NINJA – Núcleo de Investigações em Justiça Ambiental (Universidade Federal de São João del-Rei) – São João del-Rei – MG48. Núcleo TRAMAS (Trabalho Meio Ambiente e Saúde para Sustentabilidade/UFC) – Fortaleza – CE49. Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego – Macaé – RJ50. Omolaiyè (Sociedade de Estudos Étnicos, Políticos, Sociais e Culturais) – Aracajú – SE51. ONG.GDASI – Grupo de Defesa Ambiental e Social de Itacuruçá – Mangaratiba – RJ52. Opção Brasil – São Paulo – SP53. Oriashé Sociedade Brasileira de Cultura e Arte Negra – São Paulo – SP54. Projeto Recriar – Ouro Preto – MG55. Rede Axé Dudu – Cuiabá – MT56. Rede Matogrossense de Educação Ambiental – Cuiabá – MT57. RENAP Ceará – Fortaleza – CE58. Sociedade de Melhoramentos do São Manoel – São Manoel – SP59. Terra de Direitos 60. TOXISPHERA – Associação de Saúde Ambiental – PRParticipantes individuais:1. Ana Almeida – Salvador – BA2. Ana Paula Cavalcanti - Rio de Janeiro - RJ3. Angélica Cosenza Rodrigues - Juiz de Fora – Minas4. Carmela Morena Zigoni – Brasília – DF5. Cecília Melo - professora da UFRJ - Rio de Janeiro - RJ6. Cíntia Beatriz Müller – Salvador – BA7. Cláudio Silva – Rio de Janeiro – RJ8. Daniel Fonsêca – Fortaleza – CE9. Daniel Silvestre – Brasília – DF10. Danilo D’Addio Chammas - São Luiz – MA11. Dina Oliveira-Bry – socióloga especialista em desenvolvimento local – Ilhéus – BA12. Diogo Rocha – Rio de Janeiro – RJ13. Florival de José de Souza Filho – Aracajú – SE14. Igor Vitorino – Vitória – ES15. Janaína Tude Sevá – Rio de Janeiro – RJ16. Josie Rabelo – Recife – PE17. Juliana Souza – Rio de Janeiro – RJ18. Leila Santana – Juazeiro - BA19. Luan Gomes dos Santos de Oliveira – Natal – RN20. Luís Claúdio Teixeira (FAOR e CIMI) Belém- PA21. Maria do Carmo Barcellos – Cacoal – RO22. Maria do Socorro Diógenes Pinto (Renap) – Natal – RN23. Maurício Paixão – São Luís - MA24. Mauricio Sebastian Berger – Córdoba, Argentina25. Norma Felicidade Lopes da Silva Valencio – São Carlos - SP26. Pedro Rapozo – Manaus – AM27. Raquel Giffoni Pinto – Volta Redonda – RJ28. Ricardo Stanziola – São Paulo – SP29. Ruben Siqueira – Salvador – BA30. Rui Kureda – São Paulo – SP31. Samuel Marques – Salvador – BA32. Sebastião Raulino - Rio de Janeiro – RJ 33. Stéphan Bry (militante) – Ilhéus – BA 34. Tania Pacheco - Rio de Janeiro – RJ35. Telma Monteiro – Juquitiba – SP36. Teresa Cristina Vital de Sousa – Recife – PE37. Tereza Ribeiro – Rio de Janeiro – RJ38. Vânia Regina de Carvalho – Belém - PANa tarde da última segunda-feira, dia 06 de Janeiro de 2014, no Quilombo do Rio dos Macacos, oficiais da Marinha de Guerra do Brasil mais uma vez violaram as leis da República e colocaram em risco o estado democrático de direito, praticando toda ordem de violação aos direitos humanos, com a prisão arbitrária e violenta de Rosemeire dos Santos e Ednei Messias dos Santos. Os irmãos, protagonistas da luta pelos direitos da Comunidade, membros de uma das famílias que enfrentam com coragem a Marinha de Guerra do Brasil dentro do Território quilombola de Rio dos Macacos, foram agredidos por oficiais com espancamentos, tendo Rosemeire sido arrastada pelos cabelos, na frente de duas das suas filhas, de 06 e 17 anos respectivamente, quando retornava com seu irmão Ednei, após terem saído da área do Quilombo para matricular as meninas na escola.

Na Entrada da Vila Naval, Ednei foi retirado do carro a força pela janela, e os dois foram presos e espancados, tendo Rosemeire sofrido diversos abusos - relatados na Delegacia Especial de Atendimento a Mulher - no trajeto entre a Vila Naval, onde fica o Território Quilombola de Rio dos Macacos, até a Base Naval de Aratu, distante 9 Km do território quilombola. Lá os irmãos foram submetidos a todas as formas de humilhações, abusos e torturas, sendo que fotos das filhas de Rosemeire foram subtraídas pelos oficiais e os celulares de Rosemeire e de Ednei foram esmagados, tendo todos os chips sido tomados pelos militares que os conduziram ilegalmente a Base Naval de Aratu e até então não devolvidos. 

No dia seguinte, 07/01/2014, logo no inicio da manhã familiares chamaram o SAMU, que levou Rosemeire, para uma unidade da Assistência Básica no município de Simões Filho, que não tinha os meios para atende-la diante da situação em que se encontrava, seguindo para o Hospital do Subúrbio em Salvador, onde realizou exames e ficou em observação durante todo o dia. Além de muita humilhação e abusos impronunciáveis, as agressões geraram uma situação de muito medo e choque para toda a Comunidade de Rio dos Macacos. Tudo isso é fruto da guerra mental imposta a Comunidade pela Marinha de Guerra do Brasil, que ignora deliberadamente as leis Brasileiras e impõe à Comunidade e a toda sociedade brasileira regras correlatas àquelas que imprimiram durante a DITADURA MILITAR.

O governo brasileiro vem, desde 2007, tratando este caso com leniência, aliado às forças militares para garantir a execução de grandes empreendimentos, em prol de um projeto de desenvolvimento que exclui, humilha, pilha territórios tradicionais quilombolas, indígenas, pesqueiros e outros Brasil afora, desafiando a sociedade brasileira e instituições nacionais e internacionais. De forma que a sanha dos militares no último dia 06 de janeiro não é caso isolado, tem ligação direta com a retomada da Comunidade pelo direito de reformar suas casas, refazer suas roças, garantir um espaço coletivo para as reuniões e ter uma entrada livre de humilhações diárias, questões que um conjunto de instituições pactuaram em audiência pública dia 23/10/2013, no Ministério Público Federal em Salvador.

Desde que o Quilombo foi ocupado pela Marinha de Guerra do Brasil em 1960, tem sido negados aos quilombolas o acesso a direitos básicos como educação, água, saneamento e energia elétrica. E para a construção da Vila Naval, em 1972, foram derrubadas 101 casas, inclusive templos sagrados de diversas nações do Candomblé, como consta no RTID – Relatório Técnico de Identificação e Delimitação, elaborado pelo INCRA, que informa o tamanho do território com 301 hectares. A Marinha, contudo, quer impor a Comunidade uma área de 23 hectares, a 500 metros de distancia do território tradicional, porém a Comunidade entende que direitos humanos são inegociáveis e o seu território não é moeda em troca de migalhas sociais, seguindo na luta sem ceder às chantagens governamentais. Somos 52% da população brasileira e as migalhas que caem da mesa farta do capital, articulado com o racismo institucional não aplaca a nossa fome por justiça, liberdade e afirmação da nossa memória. 

Enquanto um juiz federal sentencia processos eivados de nulidades sem nunca ter ouvido a Comunidade, os quilombolas seguem sob a ameaça e vigilância constantes de fuzileiros, comandados por oficiais frios e calculistas, que impunemente não reconhecem as mulheres, homens, crianças e idosos de Rio dos Macacos como seres humanos. Por isso, mesmo com toda violência do Estado e o silêncio de uma presidenta, que no passado foi vítima dos militares, Rio dos Macacos não desiste de seus direitos, inscritos pela justa luta dos que vivem hoje e pelo sangue dos ancestrais. Para fazer valer o disposto pela Convenção 169, artigos 215 e 216 e 68 do ADCT da CF de 1988, e pelo Decreto 4.887/2003, seguiremos na luta, pois o que o Estado Brasileiro está fazendo nesta e outras Comunidades quilombolas, através da Marinha do Brasil e de outras forças militares, é Racismo Institucional. Os direitos humanos da Comunidade quilombola Rio dos Macacos não estão em negociação.

- Pela imediata titulação dos 301 hectares do território quilombola de Rio dos Macacos 
- Pela imediata construção da estrada e entrada independente que ponham fim na humilhação e desgastes entre militares e comunidades
- Pela investigação isenta e punição dos crimes de violação dos direitos humanos da Marinha de Guerra do Brasil contra os/as quilombolas de Rio dos Macacos.
Salvador – Bahia - Brasil, 08 de Janeiro de 2014.

Comunidade Quilombola Rio dos Macacos

Na Entrada da Vila Naval, Ednei foi retirado do carro a força pela janela, e os dois foram presos e espancados, tendo Rosemeire sofrido diversos abusos - relatados na Delegacia Especial de Atendimento a Mulher - no trajeto entre a Vila Naval, onde fica o Território Quilombola de Rio dos Macacos, até a Base Naval de Aratu, distante 9 Km do território quilombola. Lá os irmãos foram submetidos a todas as formas de humilhações, abusos e torturas, sendo que fotos das filhas de Rosemeire foram subtraídas pelos oficiais e os celulares de Rosemeire e de Ednei foram esmagados, tendo todos os chips sido tomados pelos militares que os conduziram ilegalmente a Base Naval de Aratu e até então não devolvidos. 

No dia seguinte, 07/01/2014, logo no inicio da manhã familiares chamaram o SAMU, que levou Rosemeire, para uma unidade da Assistência Básica no município de Simões Filho, que não tinha os meios para atende-la diante da situação em que se encontrava, seguindo para o Hospital do Subúrbio em Salvador, onde realizou exames e ficou em observação durante todo o dia. Além de muita humilhação e abusos impronunciáveis, as agressões geraram uma situação de muito medo e choque para toda a Comunidade de Rio dos Macacos. Tudo isso é fruto da guerra mental imposta a Comunidade pela Marinha de Guerra do Brasil, que ignora deliberadamente as leis Brasileiras e impõe à Comunidade e a toda sociedade brasileira regras correlatas àquelas que imprimiram durante a DITADURA MILITAR.

O governo brasileiro vem, desde 2007, tratando este caso com leniência, aliado às forças militares para garantir a execução de grandes empreendimentos, em prol de um projeto de desenvolvimento que exclui, humilha, pilha territórios tradicionais quilombolas, indígenas, pesqueiros e outros Brasil afora, desafiando a sociedade brasileira e instituições nacionais e internacionais. De forma que a sanha dos militares no último dia 06 de janeiro não é caso isolado, tem ligação direta com a retomada da Comunidade pelo direito de reformar suas casas, refazer suas roças, garantir um espaço coletivo para as reuniões e ter uma entrada livre de humilhações diárias, questões que um conjunto de instituições pactuaram em audiência pública dia 23/10/2013, no Ministério Público Federal em Salvador.

Desde que o Quilombo foi ocupado pela Marinha de Guerra do Brasil em 1960, tem sido negados aos quilombolas o acesso a direitos básicos como educação, água, saneamento e energia elétrica. E para a construção da Vila Naval, em 1972, foram derrubadas 101 casas, inclusive templos sagrados de diversas nações do Candomblé, como consta no RTID – Relatório Técnico de Identificação e Delimitação, elaborado pelo INCRA, que informa o tamanho do território com 301 hectares. A Marinha, contudo, quer impor a Comunidade uma área de 23 hectares, a 500 metros de distancia do território tradicional, porém a Comunidade entende que direitos humanos são inegociáveis e o seu território não é moeda em troca de migalhas sociais, seguindo na luta sem ceder às chantagens governamentais. Somos 52% da população brasileira e as migalhas que caem da mesa farta do capital, articulado com o racismo institucional não aplaca a nossa fome por justiça, liberdade e afirmação da nossa memória. 

Enquanto um juiz federal sentencia processos eivados de nulidades sem nunca ter ouvido a Comunidade, os quilombolas seguem sob a ameaça e vigilância constantes de fuzileiros, comandados por oficiais frios e calculistas, que impunemente não reconhecem as mulheres, homens, crianças e idosos de Rio dos Macacos como seres humanos. Por isso, mesmo com toda violência do Estado e o silêncio de uma presidenta, que no passado foi vítima dos militares, Rio dos Macacos não desiste de seus direitos, inscritos pela justa luta dos que vivem hoje e pelo sangue dos ancestrais. Para fazer valer o disposto pela Convenção 169, artigos 215 e 216 e 68 do ADCT da CF de 1988, e pelo Decreto 4.887/2003, seguiremos na luta, pois o que o Estado Brasileiro está fazendo nesta e outras Comunidades quilombolas, através da Marinha do Brasil e de outras forças militares, é Racismo Institucional. Os direitos humanos da Comunidade quilombola Rio dos Macacos não estão em negociação.

- Pela imediata titulação dos 301 hectares do território quilombola de Rio dos Macacos 
- Pela imediata construção da estrada e entrada independente que ponham fim na humilhação e desgastes entre militares e comunidades
- Pela investigação isenta e punição dos crimes de violação dos direitos humanos da Marinha de Guerra do Brasil contra os/as quilombolas de Rio dos Macacos.
Salvador – Bahia - Brasil, 08 de Janeiro de 2014.
Comunidade Quilombola Rio dos Macacos


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Resumo da Reunião de São Cristovão 08/01/2014

O reunião  foi iniciada as 19:30 na Casa Paroquial de São Cristóvão com o Presidente da associação, Edvaldo Egidio, apresentando as pautas da reunião.

O primeiro assunto a ser anunciado foi a reunião que acorrerá no dia 10/01/2014 com representantes da Coelba em Narandiba. O objetivo desta reunião é tratar de fatos que constantemente vem ocorrendo junto aos serviços prestado por contratados da Coelba. A exemplo temos os corte de fornecimento de energia sem a devida comunicação, a violação das caixas dos relógios  contadores, além do desrespeito realizados por funcionários contratados da Coelba.  O objetivo deste encontro é que, os representantes da comunidade junto aos responsáveis pelos serviços  da coelba encontre um denominador comum para esta problemática.

O segundo assunto a ser tratado foi com relação a segurança publica em São Cristóvão. A 49ª
companhia de policia  encontra-se em atraso com os pagamentos de seus alugueis do imóvel em que esta alocada. Segundo o responsável pelo imóvel,  o contrato esta ativo ate  Julho de 2014. 
O responsáveis da unidade policial tem o intuito
de uma possível retirada da unidade de policial do bairro. Sem ter havido uma conversa previa com o  movimento comunitário. Onde sugere um ar devida sobre a  intenções desta medida.
O não pagamento  encontra-se suspenso desde Agosto, totalizado 4 meses de atraso. O responsável pelo imóvel nega que tenha em algum momento solicitado a desocupação do imóvel, pois este tem a consciência da importância da unidade policial na comunidade. Ainda neste ponto, foi abordado  a falta  responsabilidade de alguns policiais, que no horário de almoço tem deixado a área descoberta. 

Como solução foi sugerido que se realiza um encontro entre os responsáveis pela 49ª cia de Policia, os representante da comunidade e o major. 

Como informações finais temos  a construção da UPA em andamento no Parque São Cristovão e que a partir de  08/01/2014 qualquer solicitação de serviço será cobrado uma pequena taxa de 5,00 reais para a realização de cadastramento. O intuito é que se consiga realizar um controle maior no numero de associados da Associação de Moradores de São Cristóvão.

Nota de Falecimento

Vinhemos por meio deste comunicado informar o  falecimento de um dos nossos moradores,  Sra.

MARIA DA CONCEIÇÃO BROGES DE SOUZA, na data de 07 de Janeiro de 2014. Moradora da região da Beira Rio. 











Vinhemos por meio deste comunicado informar o  falecimento de um dos nossos moradores,  Sra. JESSICA RAMOS, na data de 07 de Janeiro de 2014. Moradora da região do Parque São Cristovão.








Familiares e amigo recebam o nosso sentimento. Pois sabemos que são perdas inestimáveis.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Verdadeiros Votos para 2014

São Cristóvão com sua graça, carregou Jesus e o transportou de um lado para o outro do Rio. Nos seus ombros, não só o peso de Jesus, mas também o peso do Mundo.  . .      Assim como São Cristóvão, Jesus também nos transportou para uma vida, numa comunidade a qual nos exige continuamente nossos esforços no sentido de torná-la cada vez melhor. Por isso somos especiais para as outras assim como também para nossas familias.Que em 2014 seja para todas as comunidades um ano continuo de esforços para que possamos tornar nossa região cada vez melhor. E que a PAZ seja sempre o nosso sentido de Ordem,  Respeito e condição para que nossos objetivos sejam alcançados.FELIZ ANO NOVO, são votos da Sociedade Recreativa e de Defesa do Bairro São Cristóvão 



Edvaldo Egidio de Souza  

Presidente da Sociedade Recreativa e de Defesa do Bairro São Cristóvão 2013-2016; Conselheiro Presidente do Conselho Comunitário da Sub Prefeitura IV - Itapoan - Ipitanga 2013-2015

Técnico em Informatica/ eletricista
Graduado em Processos Gerenciais,
Graduando em Direito


Eliel Capistrano de Sousa  Presidente do Conselho Fiscal da Sociedade R. e de Defesa do Bairro São Cristóvão. 2013-2016 Presidente da FENECULB

Assessor do Secretário dos Transportes



Evento.


Importante